, , , TEST48602 google-site-verification: google1ce7ad085bc6e4d8.html 176241535166896 309362291580079 870225828159306
top of page

O DESPERTAR DE MÔNICA-Amor X paixão

Atualizado: 23 de jan.


Arte e amor


O início das aulas começou. Mônica está animada. Finalmente ela conseguiu realizar seu sonho, entrar na universidade para o curso de Artes. O primeiro dia foi muito animador, muitas novidades; a procura das salas de aula; a apresentação dos professores das devidas matérias, o reconhecimento dos colegas foi pura felicidade.

No outro dia, as aulas começaram de fato. A primeira matéria foi Desenho I, a empolgação era enorme. Agora ela poderia expressar tudo o que tinha dentro dela, pois era o que ela mais sabia fazer, expressar seus sentimentos e....dores.

Desde pequena, Mônica sempre desenhou e pintou. Nas aulas, enquanto os professores ditavam a matéria, ela se distraia e ficava sonhando acordada. Por isso suas notas não eram muito boas. Mas seus pais sempre a incentivaram a desenhar e ajudavam no possível nas outras matérias da escola.

Conforme os anos foram passando, a sua curiosidade pelos pintores famosos, suas vidas foi aumentando. Estudou a vida e as técnicas dos principais pintores da história da arte, como Rubens, Michelangelo entre tantos outros.

Mônica tinha muitas dificuldades de relacionamento, era tímida e sensível. Os amigos eram poucos. Preferia ficar em casa sonhando no seu quarto, criando histórias da sua imaginação.

A adolescência chegou e seu fascínio por arte permaneceu, gostava de desenhar o corpo humano, queria estudar anatomia como os grandes artistas faziam no passado. Não tinha como concretizar esse desejo de desenhar um corpo humano ao vivo, então comprou livros sobre anatomia e desenhou vários corpos, as partes dos corpos.

No meio de tudo isso, os sinais da adolescência se misturavam a este contexto, suas inquietações, amores não correspondidos, as primeiras festas.

Os problemas na escola não diminuíram, não aguentava o sistema escolar e os professores. Havia alguns conflitos, portanto, com alguns deles. Os primeiros anos da escola terminaram para a alegria dela.

No próximo ano, escola nova. As dificuldades retornaram, professores, poucos amigos e o interesse pelo colégio diminuindo. Até resolver sair da escola, depois de repetir de ano, e fazer o supletivo. Poderia concluir o colégio mais rápido.

Foi o que ela fez, terminou o ensino médio. Resolveu fazer o vestibular, mas não passou. Tentou outras vezes, até conseguir entrar na universidade no curso de artes. Desejo cumprido.

Esta é uma história resumida da Mônica, uma garota sonhadora e sensível.

Mas retornando na história, antes dela entrar no curso de artes, ela ficou doente, teve um colapso nervoso. Foi internada em uma clínica, tomou remédios muito fortes. Fez terapia muito tempo, entre um médico e outro, porque alguns o tratamento não evoluía, os remédios não faziam se sentir melhor.

O motivo do colapso nervoso, foi um amor não correspondido. Ela se apaixonou, mas o rapaz não sentia da mesma forma. Ela se sentiu usada e de uma certa forma violentada.

O seu sonho de ser uma pintora, não morreu. Entre aos tratamentos, maus sucedidos, alguns ajudavam um pouco, faziam o que podiam.

Tentava parar os remédios, as terapias, mas as crises voltavam. Até mudar de médico novamente, fazer o tratamento direito, resolver reagir para nunca mais ter crises. Sempre leu sobre psicanálise, psicologia para ajudá-la a resolver seus problemas, se entender. Voltou a estudar e fazer o vestibular para o curso de Artes. Conseguiu passar.

Aí começa a história da Mônica. Apesar de ter gostado de iniciar o curso de Artes, ela esteve muito tempo sozinha, entre tratamentos e remédios. No início do curso ela se sentiu um pouco estranha no meio de tantas pessoas de repente.

Não conseguia interagir muito com os colegas, não os culpava porque não sabiam o que tinha acontecido com ela. Talvez notassem que ela tinha algum problema, mas não demonstravam ou então pensavam que ela fosse autista?

Nas matérias não práticas, como por exemplo História da Arte, os professores exigiam que os alunos apresentassem sobre tópicos da matéria na frente de todos, foi um martírio falar em público. Sua voz mal saia, saia muito fraca depois de tantos traumas, tratamentos maus sucedidos, se sentindo agredida, na sua visão, com remédios em doses altas, os quais achava que não era necessário.

Entre terapias e remédios, ela buscou no curso de Arte sua forma de expressar o que estava dentro dela. Concluía as matérias, com conceito bom. Sua autoestima melhorava. Começou a se sentir bem, mais confiante. Conseguiu conversar com alguns colegas, poucos. Essa interação foi muito importante para sua saúde mental, além de diminuir a dose do remédio, o que a ajudou a se sentir melhor, menos embotada.

A partir deste momento, a história começa a ter outros contornos. Estava no meio do curso e fazia terapia com uma psicóloga que pedia para um psiquiatra os remédios. Faziam parte de uma clínica.

A psicóloga a ajudava muito com as dificuldades de relacionamento no curso, ela era bem assertiva neste aspecto, apesar dos seus limites como ser humano. O que ela relevava, já que se sentia melhor.

Começou as aulas de pintura com um professor, ele era muito simpático, comunicativo, aberto e acessível com os alunos, diferente dos outros professores que eram mais distantes.

Ela notou que ele percebeu que ela era tímida, que ficava muito quieta, não interagia com as pessoas, não era desinibida. E começou a provocá-la, a chegar perto, falava, mas se retirava rápido. No início, ela se sentiu um pouco invadida, não se sentia confortável. Mas no fundo gostava da atenção, apesar de se sentir retraída.

No decorrer do semestre, ela começou a se sentir atraída pelo professor. Não só ela como outras alunas. Ele era muito sedutor. De uma hora para outra, ela começou a achar que ela tinha condições de atraí-lo também. De uma aluna tímida, insegura, oprimida, para uma aluna mais confiante e gostando de sim mesma. A forma como ele a tratava dava a ela a entender que havia chances de algo.

Ela se sentiu atraída e começou a expressar o que sentia através das pinturas. Sua libido ia às alturas, pintava rápido, muitas ideias brotavam da sua mente, mas não revelava o que sentia . Não sentia coragem de chegar e se abrir, dizer que estava apaixonada. No fundo ela intuía que não tinha chances para concretizar o desejo. Com algumas colegas mais próximas, relatava o que sentia. Elas escutavam e no fundo também percebiam que iria ficar só no desejo e nas pinturas a paixão platônica.

Às vezes, ela sentia algo no ar, pensava que era algo da sua cabeça, imaginação, fantasia e abandonava a impressão. Tinha a sensação das aulas de pintura serem uma encenação, uma armação e que sua psicóloga tinha algo a ver com tudo que acontecia na aula.

Só Mônica que não via a armação que estava em torno dela. Devido seus problemas, não confiava nas suas percepções, ainda mais uma aula de universidade. Só que o que ela percebia de fato estava ocorrendo. Estavam filmando as aulas, talvez sem os alunos perceberem. Ou sabiam, mas só Mônica que não.

Mônica estava muito animada, nunca tinha se sentido tão feliz na vida, depois de ter ficado doente. A vida tinha retornado ao seu coração, como sempre muito romântica e impulsiva. Essa impulsividade expressa nas suas pinturas que eram muitas. Os seus sonhos começam a se tornar muitos, se tornar uma pintora profissional, amar seu professor, tudo passava na sua cabeça sensível numa velocidade descomunal.

Não queria que esses sonhos acabassem e isso era estímulo para continuar com o curso de Artes e concluí-lo. E foi o que aconteceu.

O professor se tornou seu orientador no fim do curso, estiveram mais próximos. Ela cultivando internamente o seu amor por ele, expressou todo o seu amor através das pinturas de conclusão de curso. Só ela não percebia que alguns professores ao seu redor a achavam louca.

O semestre estava acabando, no meio da execução das pinturas, sua mente liberada por conseguir expressar tudo o que estava internamente, borbulhava de ideias.

Estava tão energética, alegre e ao mesmo tempo sofrendo pelo amor não correspondido. O dia da apresentação do curso chegou, estava nervosa. Fez muitos quadros, estavam muito expressivos, pois toda a sua libido tinha se direcionado a este propósito. Conseguiu passar com um conceito bom de todos os orientadores.

Fim do curso, o vazio. E agora o que seria dela? Sem as aulas, os colegas, sem o professor encantador. Estava apaixonada, ele não saia da sua cabeça. Ela não queria esquecer, pois esse amor a fazia se sentir viva, mais do que os seus remédios que a deixavam embotada. Sua libido, seu desejo, seu amor eram infinitos, que ultrapassavam o embotamento dos remédios.

Houve a exposição da conclusão do curso, os trabalhos dos alunos expostos. E ela percebeu que havia outra aluna que também tinha sido orientada por ele, mais bonita, nos trabalhos havia uma erotização, ela se sentiu mal quando viu os trabalhos. Sua mente se conturbou, no dia da apresentação dos quadros da aluna para os orientadores, ela percebeu, que talvez tivessem um caso, aluna e professor, tudo o que ela desejava.

Neste momento, seu mundo ruiu, se levantou de súbito no meio da apresentação e o professor, seu amor, seu desejo a chamou de louca. Ela foi embora triste. Mesmo assim o seu amor era intenso, não conseguiu tirá-lo da sua mente. Preferia continuar sentido essa libido, energia comandar sua vida.

Voltou à faculdade algumas vezes, para estar em contato com os poucos colegas que tinha, até outro professor a chamar de louca quando passou por ela.

Ele podia ter razão, porque ela demonstrava tudo o que sentia através do seu comportamento, mandava cartas anônimas expressando seu amor ao professor.

Resolveu não voltar mais à faculdade, seu amor não correspondido não acabava, sonhava, pensava, pintava tudo o que sentia por esse amor.

O tempo passou e o amor diminuiu, neste momento as percepções retornaram e ela concluiu que o período das aulas do curso de pintura foi tudo planejado para verem os alunos ou quem sabe ver a execução das pinturas da Mônica, ela ficou na dúvida. Os seus olhos começaram a se abrir depois do término do curso de artes. Nunca mais foi a mesma. Se a psicóloga tinha algo a ver com o fato, não dá para saber. O mundo para Mônica não foi mais o mesmo. Ela não podia ser mais ingênua e romântica e tinha que ser realista para o bem da sua sanidade mental. Assim foi o despertar de Mônica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page